{"id":237,"date":"2005-03-04T01:40:00","date_gmt":"2005-03-04T00:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.minutosdeleitura.pt\/blog-antigo-antigo\/files\/letrinhas-da-monica-devemos-ler-ou-contar-historias.php#unique-entry-id-17"},"modified":"2013-09-29T00:34:46","modified_gmt":"2013-09-28T23:34:46","slug":"devemos-ler-ou-contar-uma-histria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.minutosdeleitura.pt\/blog\/2005\/03\/devemos-ler-ou-contar-uma-histria\/","title":{"rendered":"Devemos ler ou contar uma hist&#xf3;ria?"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Alimentar o imagin&aacute;rio da crian&ccedil;a &eacute; desenvolver a fun&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica com textos, imagens, sons.&#8221;Jean Paul Sartre<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:right;\"><\/p>\n<p style=\"text-align:left;\">Desde crian&ccedil;as que ouvimos os nossos pais, av&oacute;s, amigos ou familiares contarem-nos hist&oacute;rias de encantar em noites sem fim&#8230;contavam-nos hist&oacute;rias que tinham na mem&oacute;ria, ou mesmo inventadas no momento, inspirados numa formiga que por ali passava perto.<\/p>\n<p>Talvez por, na nossa inf&acirc;ncia, n&atilde;o existirem muitos livros infantis, a mensagem era passada de boca em boca e todos tinham o h&aacute;bito de contar uma hist&oacute;ria. Sent&aacute;vamo-nos num colinho quentinho e brinc&aacute;vamos com os dedos do nosso contador de hist&oacute;rias, enquanto sonh&aacute;vamos e viaj&aacute;vamos com o que est&aacute;vamos a ouvir&#8230;muitas vezes adormec&iacute;amos embalados por aquelas t&atilde;o belas palavras&#8230;<\/p>\n<p>Nos dias que correm, os livros infantis abundam nas nossas casas e o contar hist&oacute;rias foi desaparecendo, certo &eacute; que os colinhos quentinhos perduram e para lhes fazer companhia existe sempre um livro do agrado da crian&ccedil;a dando-lhe seguran&ccedil;a, porque sabe que tem ali um amigo que a faz fantasiar e imaginar mil e uma aventuras em que gostaria de entrar.<\/p>\n<p>Mas se n&atilde;o temos o h&aacute;bito de ler ou de contar hist&oacute;rias, qual o melhor caminho a seguir? Ambas as situa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o muito importantes e v&aacute;lidas para estimular a crian&ccedil;a para a leitura. Porque vai proporcionar-lhe momentos agrad&aacute;veis e de grande cumplicidade com o colinho quentinho do seu contador de hist&oacute;rias e com os livros em geral.<\/p>\n<p>Para o adulto que n&atilde;o est&aacute; habituado a lidar com hist&oacute;rias, ler uma &eacute; mais f&aacute;cil, f&aacute;-lo sentir-se muito mais seguro e capaz de fazer passar a mensagem ao pequenino que a ouve, e das pr&oacute;ximas vezes que o fizer, vai ser t&atilde;o natural que aquele receio inicial vai desaparecer e nunca mais se vai lembrar dele. Alguns autores defendem que contar uma hist&oacute;ria &agrave; crian&ccedil;a d&aacute; mais liberdade a quem o faz, porque pode modificar o enredo da hist&oacute;ria consoante a reac&ccedil;&atilde;o de quem a ouve, sem no entanto, a alterar. Mas se a lermos vamos passar &agrave; crian&ccedil;a um modelo de leitor, como deve manusear um livro, desenvolvendo o prazer de ler e o sentido do valor pelo livro.<\/p>\n<p>Claro que ambas as situa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o importantes e n&atilde;o nos podemos deixar assustar pelo pap&atilde;o de n&atilde;o termos jeito para contar hist&oacute;rias&#8230;coragem!<\/p>\n<p>M&oacute;nica Semedo, Educadora de Inf&acirc;ncia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp; &#8220;Alimentar o imagin&aacute;rio da crian&ccedil;a &eacute; desenvolver a fun&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica com textos, imagens, sons.&#8221;Jean Paul Sartre Desde crian&ccedil;as que ouvimos os nossos pais, av&oacute;s, amigos ou familiares contarem-nos hist&oacute;rias de encantar em noites sem fim&#8230;contavam-nos hist&oacute;rias que tinham na mem&oacute;ria, ou mesmo inventadas no momento, inspirados numa formiga que por ali passava perto. 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