Letrinhas da Mónica

Como seleccionar histórias para ler, consoante a idade da criança

“As histórias formam o gosto pela leitura, por isso, quando a criança aprende a gostar de ouvir histórias contadas ou lidas, vai adquirir o impulso inicial que mais tarde a atrairá para a leitura.”
Pedro Strecht

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Quando seleccionamos histórias para a criança, temos de ter em conta um aspecto muito importante, a idade dos nossos ouvintes. Podemos pensar que todos os livros agradam a crianças de todas as idades, mas nem sempre é assim, porque por vezes, a criança ou fica saturada ou não consegue compreender a mensagem que lhe estão a passar.

Existem livros para todas as faixas etárias e é importante que sigamos orientações precisas para proporcionar um equilíbrio à criança.

Ficam aqui algumas indicações, mas é importante referir que catalogar histórias consoante a idade da criança, é difícil! Nenhuma criança é igual e a maneira como se conta a história, faz toda a diferença:

DOS 0 AOS 3 ANOS

Na primeira infância (idade que corresponde, desde o nascimento até aos 3 anos de idade) existe uma evolução muito grande na criança, por isso, deve-se, também, evoluir no tipo de exigência do livro.

0 – 1 Ano
Nesta faixa etária, podemos dar à criança, livros pequenos para que consiga agarrá-los bem e que não tenha tendência a caírem-lhe das mãos.
Existem também livros de plástico, mas cuidado: não os levem para o banho: só vai fazer com que todos os outros livros acabem dentro de uma banheira cheia de água…

1 – 2 Anos
Nestas idades, a criança gosta de histórias simples e curtas, com uma ligação muito grande, ao que se passa à sua volta. Histórias em torno da vida familiar, com animais e com cenas do seu quotidiano.
Estes livros devem ter imagens grandes e o mais próximas da nossa realidade. As crianças mais pequenas não conseguem assimilar histórias muito longas, por isso, é importante que lhe conte histórias curtas e sucintas, ou que sejam adaptadas à sua capacidade de concentração.

DOS 3 AOS 6 ANOS

Na segunda infância (idade que corresponde dos 3 aos 6 anos de idade) as histórias já podem ser mais elaboradas e complexas. Nesta altura, apesar de as imagens continuarem a ter grande valor e a despertar muito fascínio, o texto ganha agora uma maior importância para a criança.

DOS 6 AOS 8 ANOS

Nesta fase da vida da criança, instala-se a tão célebre palavra: porquê? Começa, também, a aprender a ler e a escrever e, por isso, a criança gosta de histórias que sejam um desafio para a sua imaginação e que a faça voar na criatividade.


Todas as escolhas que façamos têm de ir ao encontro dos gostos da criança e das suas necessidades.

Boas Leituras!
Mónica Semedo, Educadora de Infância
http://moikaeosputos.blogspot.com/
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Praia com Livros

“Com o embalo do vai-vem das ondas, ler um livro à beira-mar proporciona recordações tão grandes. Abrir o livro e sentir grãos de areia da praia da nossa infância, o cheiro do mar, o ecoar de palavras ditas por pessoas que amamos …” Manuela Marques





Na areia podemos ler,
Mas cuidado com a maré a encher!
Pegamos no livro com cuidadinho
E depois lemos num instantinho!

Podemos ficar sentados ou de pé,
Porque ler é que é!
Sonhamos e imaginamos.
Rimamos e amamos!

Ler é tão bom!
Seja Inverno ou Verão.
Mas ler na praia,
É outra emoção!


Deixo aqui algumas sugestões de livros da Minutos, excelentes para as férias:

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Mónica Semedo, Educadora de Infância
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Dia da Criança

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Parece que o sol apareceu só para te ver sorrir e fazer-te feliz. Os teus olhinhos brilham porque sabes que é o teu dia!

O dia em que todas as crianças são lembradas. O dia em que podes comer muitas guloseimas porque ninguém leva a mal e nem sequer é carnaval! E depois, a mãe e o pai aparecem sempre com um beijinho e um abraço muito especiais para não te esqueceres que hoje o dia é teu! Hoje és tu que brilhas!

Beijinhos e abraços com sabor a arco-íris!
Mónica Semedo
Educadora de Infância

P.S.: A não esquecer, os Direitos da Criança
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A Importância do Jogo no Desenvolvimento da Criança

"Tal como a situação imaginária tem de ter regras de comportamento também todo o jogo com regras contém uma situação imaginária"
Vygotsky



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Ao jogar, a criança experimenta, descobre, inventa, aprende, negoceia e, sobretudo, estimula a curiosidade, a auto-confiança e a autonomia. Aprende a conviver em grupo e a lidar com frustrações quando não ganha o jogo, apura a concentração e a atenção sobre tudo o que se está a passar à sua volta. Brincar é indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança.

O Jogo traduz o real para o que se passa no mundo infantil. Quando brinca, a criança apura o intelecto e a sensibilidade. É muito importante que os adultos respeitem a ludicidade, pois é o espaço para a expressão mais genuína do ser. É o espaço e o direito que a criança tem para o exercício da relação afectiva com o mundo, com as pessoas e com os objectos que a rodeiam.

Uma boneca de trapos pode ser uma boa companheira. Uma bola é um convite ao exercício motor, um quebra-cabeças desafia a inteligência e um colar faz a menina sentir-se bonita e importante como a mãe.

Quando vejo os meus meninos no Baú das Trapalhadas, vejo que encarnam personagens do seu dia-a-dia. Um dia, observei uma das meninas a mandar o resto do grupo sentar-se e a dizer: ”A Móita vai quever o nome dus meninos” e “Não se corre depexa! Ai que a Móita não qué!”.
É bem verdade que os problemas que surgem durante as brincadeiras, fazem a criança crescer e ter de procurar a solução. “A Móita não qué! E agóa??” “Agóa…vamos ter de correr devagar”, diz quem encarna a personagem de Móita.

Mas quando falamos em jogar, não é apenas com puzzles, torres de legos ou brincadeiras do faz-de-conta. Também podemos jogar com livros. Livros que se desdobram em mil e uma janelas, livros que se dobram e desdobram. Livros que nos permitem fazer um jogo de adivinhas e de conhecimento.

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O livro A Lagarta Comilona explica, a jogar, o processo de desenvolvimento da lagarta até se transformar numa linda borboleta. A jogar, abrimos uma página e salta de lá dentro uma lagarta dominhoca, comilona e desejosa de ter asas para poder voar, leve como um dente-de-leão, no céu. A jogar, a criança apre(e)nde todo este processo, interiorizando naturalmente toda esta aprendizagem, vendo, observando as ilustrações e querendo imitar o que se passa no livro, por exemplo, batendo as asas como um pássaro.

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Quem é o meu tesouro?, apela para a perspicácia e intuição da criança, jogando. Primeiro, lendo as pistas para a solução da charada, depois observando as ilustrações para conseguir adivinhar qual o animal a que corresponde toda a descrição da charada. Todo este processo de memorização e de assimilação, faz com que a criança jogue com o livro.

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No livro, Shhh!, o Pai Natal joga com as crianças, quando voa pelo céu no seu trenó cheio de presentes, acompanhado das suas simpáticas renas. Mostra às crianças, o entusiamo e o nervosismo do Pai Natal em querer distribuir todos os presentes a horas. A jogar, a criança percebe que pode fazer as suas tarefas sem pressas.

O Jogo também está associado à autonomia. Deixar a criança fazer,é meio caminho andado para que ela perceba que não depende do adulto para tudo. Por outro lado, a presença do adulto desafia a criança a querer mostrar que sabe e que é capaz de jogar com alguém maior do que ela.
O momento em que a criança está a jogar pode ser mágico e precioso!

Boas brincadeiras!
Mónica Semedo, Educadora de Infância
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O prazer de ler

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"Ler transmite novos conhecimentos, risota, perguntas, alegria e diversão! Ler desperta-nos para o mundo,para o que nos rodeia! Ler é fazer parte da história e sonhar com ela quando nos deitamos numa cama fofinha e fechamos os olhos. Ler é bom!" Moika



Ía eu directa ao armário dos materiais, quando de repente, olho para o lado e vejo os miúdos todos sentados no tapete.
“Móita? Vais buscar livros?”,perguntou a menina mais velha e, também, a mais amiga de todos.
“Pensava que não queriam ler agora. Ainda há pouco vos contei duas histórias! Não estão cansados!?” – perguntei eu ingenuamente…
“NNNNÃÃÃÃOOOO!!!!!!” – responde a menina meiga e a menina saltitona. Os outros riem-se.
“Então … qual o livro que querem ler?” – pergunto eu já com a resposta mais do que sabida.
“É o nique má!” – responde o menino que anda embeiçado pelo livro.
“Hum…mesmo? Não querem ver outro? Qualquer coisa nova? Não? – digo eu na tentativa de uma nova aventura.
“Não!!! Oh Móita? O T. quer o Piquiniqui do Tomá!!” – responde-me com prontidão a menina mais velha, que também é tão amiga de todos.
“Sai um Piquenique do Tomás! Quem vai ler? – pergunto eu.
“Lês tu, Móita. Lês? Eu depois faço-te o jantar!” – diz-me com toda a ternura do mundo, a tal menina mais velha e tão amiga de todos.
“ Eu acho que seria tão giro a nossa saltitona ler a história!!! Querem!!??” – eu lançando a saltitona para o circo de feras.
“Oh, oh, oh Moika. Eu não conxigo.” – diz-me ela com o seu melhor sorriso.
“Então … mas eu … eu … também não sei ler! Como vamos fazer agora!?” – digo eu abrindo muito os olhos, mas divertida.
Todos lançam uma sonora gargalhada.
“Tu xabes, Móita! “ – diz logo a menina mais velha que é … vocês sabem.
“Não sei! Querem ver!?” – e começo a ler algo parecido com russo roçando o chinês.
A risota é geral e a saltitona cede.
“Dá cá, Moika! Eu leio.” – diz a saltitona tão segura de si.
“Palminhas para a saltitona!!” – digo eu a gritar, porque as palmas anteciparam-se às minhas palavras.
“Eia uma vex um niqui do Tomá. Iam levá muitas coixas. A boula, as baxadeiras. e mais, Moika?” - pergunta a nossa narradora tão atrapalhada.
“Alguém quer ajudar a saltitona?” – peço eu.
“Xim!! E quéime, os bouos, o quéime, os bouos, o quéime,…” – responde o menino embeiçado pelo niqui.
“Hum…eu acho que eles iam nadar…não sei bem aonde. Onde seria? – pergunto eu.
“No piqueno lago!” – grita a menina mais velha.
“Boa! Costumamos tomar banho vestidos?” – digo eu a olhar para o ar de admiração da nossa bebezoca.
“Não, Móita! Vamos de fato de banho! Não é, Móita?” – responde ela segura do que diz.
“Pois claro que é! Vocês já sabem tantas coisas…estão uns crescidos!” – digo eu tão orgulhosa.

Terminada a história. Dou-lhes o livro para explorarem, mexerem, babarem, sorrirem, enfim, para sentirem…

Mónica Semedo, Educadora de Infância
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A auto-estima

autoestima2 “É na auto-estima que reside a felicidade de um filho.” Içami Tiba


Mas afinal o que é a auto-estima? De certeza que todos nós já ouvimos falar desta palavra tão usada no nosso dia-a-dia. Talvez por estarmos numa época em que a nossa sociedade é tão competitiva e tão pouco dada a dar a mão ao outro. Não fugindo à questão…a Auto-estima é a opinião que cada um tem de si e de ser capaz de se respeitar e gostar de si própria.

Podemos caracterizar a falta de auto-estima pelos seguintes pontos:
Sad Insegurança;
Sad Frustração;
Sad Dúvidas constantes;
Sad Necessidade de agradar ao outro indo contra tudo o que defende.


Tudo começa na infância. A auto-estima vai-se construindo consoante a estimulação que dão à criança e consoante a forma como lidam com ela.
Deste modo, a auto-estima desenvolve-se e é meio caminho andado para que seja uma criança segura de si mesma e sem medo para enfrentar o mundo! As crianças erram muito e aprendem bastante com isso, mas qual de nós nunca errou? É importante que não sejamos indiferentes para uma nova conquista que a criança tenha feito. Elogiá-la e aplaudi-la vai fazê-la sentir-se importante e crescida. Vai fazer com que tenha vontade para fazer mais e mais conquistas e vai elevar a sua auto-estima.

Ficam alguns pontos para promover a auto-estima na criança:

Happy Dizer que gosta muito da criança;
Happy Dar-lhe beijinhos e abracinhos;
Happy Elogiá-la;
Happy Ser tolerante;
Happy Respeitar a criança;
Happy Deixar a criança ajudar nas tarefas domésticas;
Happy Responsabilizá-la por mudar a água dos peixinhos;
Happy Fazer com que a criança se sinta importante e amada.
Happy Quando tiver mesmo de ralhar com a criança, não a faça sentir a pior pessoa do mundo, não queira que ela se sinta “feia”. Faça-o na hora e não deixe acumular zangas e ralhetes para evitar frustrações na criança;
Happy Ler MUITOS livros da Minutos de Leitura! (O Editor obrigou-me a escrever isto…ou a minha vida como escrevinhadora de artigos blogueiros…tinha os dias contados!)

Não esquecer que uma criança feliz … é o melhor sentimento que pode existir no planeta e arredores!

Mónica Semedo, Educadora de Infância

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Os livros são para mexer!


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“O imaginário determina uma direcção ao itinerário interior. A coerência de um ser, a sua continuidade, provém mais da solidez desta construção interna do que do seu pensamento lógico.” Postic




“1, 2, 3... todos caladinhos duma vez!!!!!!! Toca a fechar a boca à chave e meter o cabelo para trás das orelhas!!!!”

Esta é uma das minhas frases favoritas, porque por trás dela vem lá uma história. Comecei finalmente a ensinar e sinto-me nas nuvens! O mundo mágico dos pequeninos... é mesmo mágico! Não tenham dúvidas!

É mágico o mundo deles e agora também o meu... mudei-me da cidade para a província. Acordo com uma vista fabulosa de uma serra coberta de geada e de nevoeiro, com o piar dos passarinhos e com o sol quer espreita por detrás da serra como quem me quer dizer Bom Dia. Estou feliz!

Por toda esta decrição imagina-se que numa aldeia não existirão muitas crianças... tenho apenas quatro meninos comigo.

Um dos meus grandes objectivos é tentar passar aos meus meninos o gosto que tenho pela leitura e pelos livros. Não vai ser tarefa fácil, porque todos eles não estavam habituados a lidar com livros. Nem habituados a estas novas inovações chamadas Creches! Eles estavam no quentinho das avós...

Para mim, o mais importante num livro é pegar nele, tocar-lhe e cheirá-lo! Como todos nós sabemos, por vezes, os adultos não querem deixar a criança mexer no livro, porque estraga, rasga, baba, espezinha, etc. Bem sei que são caros, mas não há nada melhor na vida (a não ser uma gelado do Santini) do que tocar num livro novinho em folha ainda com o cheiro de quem o fez.

A primeira vez que levei um livro para os meus meninos, tive o cuidado de seleccionar um para as suas idades (neste caso, entre os 2 e os 3 anos), gostos e vivências. Optei pela Lagarta Comilona, porque é um livro muito bonito, é brincalhão, é colorido e dá vontade de apertar. A primeira reacção dos meninos foi: “Móita!!!! O que é???”. E eu toda contente da vida, respondi: “É o nosso companheiro daqui para diante!!”. Quiseram todos mexer, claro. E eu deixei. Sentaram-se todos ao meu colo e explorámos o livro todo, conversando sobre o que se passa em cada página. O curioso é que os meus meninos, apesar de serem ainda muito novinhos, aguentaram-se muito bem a observar A Lagarta.

Isto passou-se em Setembro, desde essa data... todos os dias me pedem A Lagarta e todos os dias eu lhes dou A Lagarta.
Esta rotina fá-los sentirem-se seguros e confortáveis na creche, por ser um espaço novo para eles. Comigo, por ser uma nova pessoa na vida deles e com eles próprios, porque é muito complicado deixar os colinhos quentinhos das avós.
Eu e os meus meninos somos apologistas do... Deixar mexer!!!
Boas Leituras... ah... e não se esqueçam... boas mexidelas!

Mónica Semedo Educadora de Infância

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Dicas para ler Histórias


«Nada substitui o livro, com a sua capa, as suas imagens, a sua história, as suas referências e até aquela “sensação" inconfundível que os livros nos trazem quando lhes pegamos e os folheamos com os dedos.»Prof. Eduardo Marçal Grilo


Existe um jogo que começa assim: "A história que vos vou contar passa-se neste lugar, bem gostaria eu que ela vos pudesse encantar...". Sugiro que este seja o nosso jogo, o jogo mágico do mundo das histórias de encantar...

Era uma vez... a fórmula mágica mais consagrada para começar a ler uma história, porque não tem tempo, nem espaço e dá-nos a liberdade de dar asas à nossa imaginação e deixá-la partir para o lugar mais remoto. Ao lermos um livro a uma criança, muitas das vezes esquecemo-nos que não o estamos a fazer com adultos, e, por isso, temos de encarnar o papel de contador de histórias, para que o tempo em que se lê seja maravilhoso e encantador.

Para que a hora de ler a história seja agradável e divertida, basta seguir algumas destas dicas...

• Proporcione um ambiente calmo sempre que ler uma história, desta forma, a criança que o vai ouvir ficará sereno e tranquilo.
• Sempre que possível sente-se ao nível da criança ou coloque-a ao seu colo num local confortável, para que a hora de ler a história seja agradável
• Escolha um livro que agrade à criança.
• Movimente o corpo e seja expressivo.
• Use uma entoação de voz atractiva, faça suspense, expresse os seus sentimentos, fale baixinho quando algo importante vai acontecer.
• Utilize ruídos (onomatopeias) quando a história o permitir (Au,au! Miau,miau! Truz, truz ! Etc).
• Explique, sempre que necessário, o significado de palavras que a criança não entenda.
• Converse com a criança sobre a história que acabaram de ler.
• Repita a história as vezes que forem necessárias.

Boas Leituras!
Mónica Semedo, Educadora de Infância
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Devemos ler ou contar uma história?

  

"Alimentar o imaginário da criança é desenvolver a função simbólica com textos, imagens, sons."Jean Paul Sartre


Desde crianças que ouvimos os nossos pais, avós, amigos ou familiares contarem-nos histórias de encantar em noites sem fim...contavam-nos histórias que tinham na memória, ou mesmo inventadas no momento, inspirados numa formiga que por ali passava perto.

Talvez por, na nossa infância, não existirem muitos livros infantis, a mensagem era passada de boca em boca e todos tinham o hábito de contar uma história. Sentávamo-nos num colinho quentinho e brincávamos com os dedos do nosso contador de histórias, enquanto sonhávamos e viajávamos com o que estávamos a ouvir...muitas vezes adormecíamos embalados por aquelas tão belas palavras...

Nos dias que correm, os livros infantis abundam nas nossas casas e o contar histórias foi desaparecendo, certo é que os colinhos quentinhos perduram e para lhes fazer companhia existe sempre um livro do agrado da criança dando-lhe segurança, porque sabe que tem ali um amigo que a faz fantasiar e imaginar mil e uma aventuras em que gostaria de entrar.

Mas se não temos o hábito de ler ou de contar histórias, qual o melhor caminho a seguir? Ambas as situações são muito importantes e válidas para estimular a criança para a leitura. Porque vai proporcionar-lhe momentos agradáveis e de grande cumplicidade com o colinho quentinho do seu contador de histórias e com os livros em geral.

Para o adulto que não está habituado a lidar com histórias, ler uma é mais fácil, fá-lo sentir-se muito mais seguro e capaz de fazer passar a mensagem ao pequenino que a ouve, e das próximas vezes que o fizer, vai ser tão natural que aquele receio inicial vai desaparecer e nunca mais se vai lembrar dele. Alguns autores defendem que contar uma história à criança dá mais liberdade a quem o faz, porque pode modificar o enredo da história consoante a reacção de quem a ouve, sem no entanto, a alterar. Mas se a lermos vamos passar à criança um modelo de leitor, como deve manusear um livro, desenvolvendo o prazer de ler e o sentido do valor pelo livro.

Claro que ambas as situações são importantes e não nos podemos deixar assustar pelo papão de não termos jeito para contar histórias...coragem!


Mónica Semedo, Educadora de Infância

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A Importância de Ler Histórias às Crianças

 

"O acto de imaginação é um acto mágico. É um sortilégio destinado a fazer surgir o objecto em que se pensa, a coisa que se deseja, de forma a dela se apossar."Jean Paul Sartre


Quem não se lembra de em pequenino gostar que lhe lessem histórias horas sem fim sem nunca dar sinal de cansaço ou de aborrecimento…transportavam-nos a um imaginário sem fim, onde tudo acabava em bem.

Quase sempre recordamos um avô ou alguém familiar que nos contava mil e uma peripécias antes de irmos dormir, de preferência à frente duma fogueira acolhedora e quentinha. Estes eram os serões de antigamente de quem vivia no campo. Mas também na cidade se vivia o espírito de contar histórias antes de ir dormir, talvez aconchegados no quentinho dos lençóis as crianças sonhavam com as suas histórias preferidas.

Nos nossos dias o não ter tempo para nada, apoderou-se da hora de contar histórias e essa prática foi perdendo-se por entre caminhos pouco claros. Hoje em dia poucas crianças têm o privilégio de ouvir histórias em casa, contadas pelos pais ou familiares próximos.

Esquecemos muitas vezes que através das histórias a criança forma o gosto pela leitura, enriquece o seu vocabulário, amplia o mundo de ideias e conhecimentos desenvolvendo a linguagem e o pensamento.

As histórias estimulam a atenção, a memória, cultivam a sensibilidade e isso significa educar o espírito, ajudam por vezes a resolver conflitos emocionais e, tão importante, estimulam o imaginário da criança.

Como recurso pedagógico a história abre espaço para a alegria e o prazer de ler, compreender, interpretar a si próprio e à realidade, por isso, vamos começar a ler mais histórias às nossas crianças.

Boas leituras!

Mónica Semedo, Educadora de Infância

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